Começa o primeiro ano da SAF do Uberlândia Esporte Clube, e é preciso dizer o que muitos insistem em fingir que não enxergam. A MANCHETE sempre foi favorável à SAF do UEC, não por paixão a nomes, grupos ou discursos prontos, mas por conhecer de perto a política rasteira, os jogos de poder e os interesses pessoais que dominaram os bastidores do futebol de Uberlândia por anos.
Os bastidores do clube eram tóxicos. Vaidades infladas, disputas internas e decisões que pouco ou nada tinham a ver com futebol. Quem viveu sabe. Quem acompanhou de perto não se surpreende. A SAF surge como uma tentativa clara de romper esse ciclo. Não é solução mágica, não garante títulos, não garante acesso, mas muda postura, método e ambiente.
O que causa espanto não é a mudança, é a reação. Há quem não suporte a perda de espaço, quem sinta falta do protagonismo sem responsabilidade e agora tente minar um projeto que sequer começou dentro de campo. A dor de cotovelo fala mais alto do que o amor pelo clube.
Observamos, inclusive, uma pequena parcela da imprensa local que, por falta de informação ou simplesmente por ausência de notícias relevantes, passa a criticar a SAF de forma apressada, rasa e sem responsabilidade. Críticas vazias não informam, apenas alimentam ruído. E o futebol de Uberlândia já sofreu demais com ruído, vaidade e desinformação.
E mais: percebemos diretores da Associação afirmando publicamente “nós estamos fazendo isso, nós estamos fazendo aquilo”. Não estão. Parem. Vocês não têm participação na gestão do futebol. Atribuir a si mesmos decisões que não tomam não é liderança, é confusão deliberada.

É preciso ser claro, didático e firme. A Associação não manda no futebol. Seu papel é cuidar do clube, zelar pelo patrimônio e manter um representante na SAF para fiscalizar o aspecto financeiro. Nada além disso. O clube é dono de 10% da empresa. Qualquer tentativa de interferência fora desse limite não é zelo, é sabotagem.
O Uberlândia não precisa de salvadores de ocasião nem de donos da verdade. Precisa de paz, responsabilidade e tempo.
Quem ama o UEC constrói.
Quem não aceita perder espaço, atrapalha.




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